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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Tsymbaly ou Tzembale ou Cymbaly

Tsymbaly ou Tzembale ou Cymbaly



Há indícios de que o Tsymbaly (цимбали) seja originário do Egito e fora introduzido na Ucrânia pelos ciganos. As primeiras menções a respeito deste instrumento datam do século XVII.


Sua caixa acústica é de forma trapezoidal, sobre a qual se acham distendidas algumas dezenas de cordas metálicas, formando grupos de três a cinco. Cada grupo corresponde a determinada nota de escala diatônica. Os modelos mais antigos eram bastantes limitados.


Tsymbaly Ã© um pequeno cordófone de cordas múltiplas que foi primeiramente retratado em afrescos assírios que datam de 3500 aC. Pensa-se que se desenvolveu a partir do Santur persa, que entrou na Europa na Idade Média durante as Cruzadas.


O Tsymbaly Ã© a versão ucraniana do Dulcimer de Martelo. É um Cordófono composto por uma caixa trapezoidal com cordas de metal (aço ou bronze). O Tsymbaly Ã© jogado batendo dois batedores contra as cordas. As cordas estão dispostas em grupos de 3-5, e são afinadas em uníssono. As cordas de baixo podem ter 1 ou 2 cordas harmonizadas em sintonia.


Os batedores são curtos em comparação com aqueles usados pelo Cymbalom, embora não tão curto como os da variância da Bielorrússia. Tradicionalmente, eles tinham envoltórios de couro ao invés do envoltório de algodão usado por tocadores húngaros e romenos. Sob o sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, tem o número de catálogo 314.122-4,5.




Europa Oriental

Com a ascensão da fabricação dos Pianos em Viena no século 19, o acesso a pinos e cordas de afinação de metal tornaram-se mais fáceis. O Dulcimer Martelado tornou-se popular durante todo o império de Austro-Hungarian, onde foi espalhado rapidamente pelos músicos judaicos e Romanis (Gypsy) intinerantes. Ele se espalharam pela Romênia, Moldávia, Hungria, Eslováquia, Ucrânia e Bielorrússia, onde uma variedade de versões folclóricas regionais e instrumentos de concerto foram desenvolvidos. Estes instrumentos diferem em tamanho, afinação, número de cordas e método de segurar e tocar os martelos.

Ucrânia

De acordo com Hnat Khotkevych, o Tsymbaly existiu na Ucrânia desde o século IX. A primeira evidência documentada do Tsymbaly na Ucrânia remonta ao século XVII, onde aparece em vários dicionários. O Tsymbaly era relativamente fácil de fazer e completamente indulgente em sua fabricação. Com maior acesso as cordas de piano e as cavilhas de afinação de metal, o instrumento era facilmente construído nas vilas. O instrumento espalhou-se entre a população nos Carpathians na Ucrânia na região sudoeste particularmente entre o Hutsuls e Bukovinians. Também se tornou relativamente popular em Boikivshchyna, Transcarpathia, Podolia, Bessarabia e Ucrânia Oriental. O instrumento é usado frequentemente em conjuntos populares conhecidos como Troyista Muzyka, geralmente composto por 3 instrumentos tocados em um conjunto com o Violino, Basolia, Sopilka ou Bubon.


Referências:
Bandera, M. J. - The Tsymbaly maker and His Craft - The Ukrainian Hammered Dulcimer in Alberta - Edmonton:CIUS. 1991
Baran, T. - The Cimbalom world - Lviv: Svit, 1999
- The Cimbalom player Taras Baran - Lviv: Kobzar, 2001
Humeniuk, A. - Ukrainski narodni muzychni instrumenty - Kiev: Naukova dumka, 1967
Ivanov, P. - Orkestr ukrainskykh narodnykh instrmentiv - Kiev: Muzychna Ukraina, 1981
Khotkevych, H. - Instrumenty Ukrainskoho narodu - Kharkiv: DVU, 1930
Mizynec, V. - Ukrainian Folk Instruments - Melbourne: Bayda books, 1984
Nezovybat'ko, O. - Shkola hry na ukrainskykh tsymbalakh - Kiev: Mystetsvo, 1966
Nezovyba'ko O. - Ukrainski tsymbaly - Kiev: Muzychna Ukraina, 1976.

Cherkasky, L. - Ukrainski narodni muzychni instrumenty // Tekhnika, Kiev, Ukraine, 2003 - 262 pages. ISBN 966-575-111-5

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sábado, 18 de março de 2017

Bandura

Bandura

O desenvolvimento do instrumento Bandura reflete o desenvolvimento da nação Ucraniana, a Bandura é mais que um instrumento nacional. Ã‰ a voz da Ucrânia.








A Bandura (ucraniano: банду́ра) é um instrumento musical muito utilizado na música folk do país.





A Bandura unifica os princípios acústicos do Alaúde e da HarpaTem sua origem em um instrumento chamado Kobza, que é menor, mais circular e com  menos cordas que a moderna Bandura.







Kobza: Instrumento musical de cordas com caixa acústica de formato oval e fundo côncavo, provida de braço um tanto longo sobre o qual se acham esticadas as cordas, cujo o número varia de três a oito. Foi introduzido na Ucrânia ainda no tempo dos príncipes de Kiev, por volta do século X, por andarilhos árabes.

É o mais popular dos instrumentos musicais ucranianos.
Seu aparecimento na Ucrânia data do Século XIV. Segundo relatos de época, foi introduzido por andarilhos procedentes da Europa Ocidental.

O instrumento combina características da Cítara e do Alaúde, assim como a Kobza, e enquanto no século XVII ele normalmente apresentava de 5 a 12 cordas, esse número gradualmente cresceu e no século XX o instrumento comumente apresenta 31 cordas, ou 68 cordas, no caso de instrumentos cromáticos para concerto.



Aqueles que tocam o instrumento são chamados bandurinistas, e tocadores tradicionais, frequentemente cegos, são chamados "kobzars".

Os dicionários da língua portuguesa registram Bandurra; porém na Ucrânia, como em outros países, a pronúncia é Bandura.

Graças a sua extraordinária sonoridade, esse instrumento foi aos poucos conquistando a   preferência dos Kobzari, nome dado aos menestréis que perambulavam de aldeia em aldeia, cantando as suas dumas (baladas) em que glorificavam os feitos heróicos dos exércitos dos príncipes de Kiev, e mais tarde, dos bravos cossacos do Zaporóze.



Em 1935, o Czar da Rússia baixou decreto proibindo o uso da Bandura, temeroso de que, através das suas mensagens, revivesse no povo ucraniano o desejo de reconquistar a liberdade. Os infratores, além de perderem o instrumento, eram punidos com severas penas, inclusive com o degredo para a Sibéria.

Com a queda do regime tzarista, as perseguições aos banduristas abrandaram sensivelmente. Atualmente este maravilhoso instrumento está bastante difundido não só no território ucraniano mas também nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Inglaterra e outros Países que acolheram imigrantes ucranianos.



Após sucessivos aperfeiçoamentos, a Bandura Ã© hoje um instrumento tecnicamente completo e acessível a qualquer gênero de música. Atualmente existem três tipos de Banduras largamente utilizadas em concertos: A Bandura Clássica, que conta com 20 cordas;A Bandura Kharkiv, com 34 a 65 cordas e a Bandura Kyiv, com 55 a 64 cordas.

Existem ainda Banduras para crianças e adultos.






Leitura recomendada:
Diakowsky, M. A Note on the History of the Bandura. The Annals of the Ukrainian Academy of Arts and Sciences in the U.S. 4, 3–4 no. 1419, N.Y. 1958, С.21–22
Diakowsky, M. J. The Bandura. The Ukrainian Trend, 1958, no. I, С.18–36
Diakowsky, M. Anyone can make a bandura – I did. The Ukrainian Trend, Volume 6
Haydamaka, L. Kobza-bandura – National Ukrainian Musical Instrument. "Guitar Review" no. 33, Summer 1970 (С.13–18)
Hornjatkevyč, A. The book of Kodnia and the three Bandurists. Bandura, #11–12, 1985
Hornjatkevyč A. J., Nichols T. R. The Bandura. Canada crafts, April–May 1979 p. 28–29
Mishalow, V. A Brief Description of the Zinkiv Method of Bandura Playing. Bandura, 1982, no. 2/6, С.23–26
Mishalow, V. The Kharkiv style #1. Bandura 1982, no. 6, С.15–22 #2; Bandura 1985, no. 13-14, С.20–23 #3; Bandura 1988, no. 23-24, С.31–34 #4; Bandura 1987, no. 19-20, С.31–34 #5; Bandura 1987, no. 21-22, С.34–35
Mishalow, V. A Short History of the Bandura. East European Meetings in Ethnomusicology 1999, Romanian Society for Ethnomusicology, Volume 6, С.69–86
Mizynec, V. Folk Instruments of Ukraine. Bayda Books, Melbourne, Australia, 1987, 48с.

Cherkasky, L. Ukrainski narodni muzychni instrumenty. Tekhnika, Kiev, Ukraine, 2003, 262 pages. ISBN 966-575-111-5



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